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Donos da Saúde & Vida, alvos da Polícia Federal, migram para construção civil de olho no Maranhão

Crédito da imagem: Pixabay

Thiago Gomes Duarte e Douglas Henrique da Silva Macedo, alvos da Polícia Federal em operações que investigam desvios de recursos públicos da saúde, agora apostam também no ramo da construção civil. A relação da dupla de empresários, que controla a Distribuidora de Medicamentos Saúde & Vida, com políticos maranhenses já é de conhecimento dos órgãos de controle, inclusive da própria Polícia Federal. Esse talvez tenha sido o maior ativo dos dois para aparecerem como sócios da antiga Franklin e Alberto Construtora Ltda, hoje Duarte, Silva & Barbosa Ltda, ou simplesmente, Construtora Barbosa.

Segundo apurou o site A Carta Política, A Construtora Barbosa tinha no seu quadro societário Alberto Barbosa Sobrinho e Franklin Ferreira Barbosa Sousa e um capital social de apenas R$ 90 mil. Com a saída de Alberto Barbosa e a chegada de Thiago Duarte e Douglas Macedo, a Construtora Barbosa saltou para um capital social de R$ 1,2 milhão. Não é novidade para a Construtora Barbosa prestar serviço com as prefeituras. No Piauí, segundo dados levantados pelo site A Carta Política, a Construtora Barbosa, só em contratos com vigência em 2021, a Construtora tem R$ 2,5 milhões com prefeituras do Piauí. Com destaque para a Prefeitura de Cocal que contratou serviços de engenharia no valor de mais de R$ 1,2 milhão.

Segundo revelado por uma fonte, o estreito relacionamento de Thiago e Douglas com políticos do Maranhão, vai permitir que a Construtora Barbosa comece a atuar também em solo maranhense. A facilidade de ganhar licitação no Maranhão foi decisiva para Franklin Barbosa receber os donos da Saúde & Vida em sua construtora. Segundo dados da Receita Federal, Franklin administra a Construtora Barbosa ao lado do seu novo sócio, Douglas Macedo.

Saúde & Vida tem sede em Teresina/PI e mantém contratos com dezenas de prefeituras do Maranhão

Sobre a Saúde & Vida 

A Distribuidora de Medicamentos Saúde & Vida, é alvo da Polícia Federal em operação realizada em janeiro deste ano. A PF investiga a malversação de recursos para o combate da pandemia da covid-19. A Operação Campanile identificou supostas fraudes em processos de dispensa de licitações firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) e pelo menos três empresas, entre elas, a Saúde & Vida. Só nessa operação, a PF identificou que mais de R$ 33 milhões saíram do Fundo Nacional de Saúde e Ministério da Saúde.

Com sede no Piauí, a Saúde & Vida é especializada em fechar contratos com prefeituras do Maranhão. Mesmo após a investigação da PF, os empresários continuam faturando dos cofres públicos das prefeituras maranhenses. Só com a Prefeitura de Coelho Neto, do prefeito Bruno Silva, a Saúde & Vida ganhou uma licitação para adquirir medicamentos, material hospitalar, material de laboratório e odontológico.

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Ministério da Infraestrutura libera novas autorizações para o Porto São Luís

Porto São Luís está entre os TUP´s com contratos aditivados e liberados pelo Ministério

Com 11 assinaturas de contratos, o Ministério da Infraestrutura garantiu na última quarta-feira (07) fortes investimentos nos terminais de uso privado (TUP) de oito estados brasileiros para a exploração de nove áreas, com previsão de uso dos recursos para melhoria da infraestrutura e aquisição de novos equipamentos, entre outras benfeitorias.

Os terminais com contratos assinados pelo Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e pelo diretor geral da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, estão localizados nas cidades de Aracruz (ES), Barcarena (PA), Itaguaí (RJ), Itaituba (PA), Jaguarão (RS), Manaus (AM), Maragogipe (BA), Santana (AP) e São Luís (MA). Por ano, mais de 60 milhões de toneladas de carga sólida devem circular por esses TUPs.

“É oportuno a assinatura desses contatos. Com os empreendimentos que foram contratados hoje, teremos vários pais de família que colherão seus frutos e levando o sustento para dentro de duas casas”, disse o Ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, destacando que dois terços da movimentação de carga no país ocorrem pelos terminais privados.

Helder Dantas, Presidente do Porto São Luis, representou o empreendimento na solenidade de assinatura do aditivo do contrato do empreendimento. Ele reforçou a relevância do projeto para apoiar o crescimento do Arco Norte como região de maior eficácia no escoamento de cargas do agronegócio na região do MATOPIBA.

“Essa é mais uma etapa superada nesse novo momento do Porto São Luís. Esse aditivo ao contrato de autorização vem adequar o projeto do empreendimento e sua base contratual e regulatória ao novo plano de negócios que está sendo desenvolvido. O Ministério da Infraestrutura está de parabéns pela visão estratégica de fortalecer a infraestrutura no país, com destaque para o modal portuário. Temos a missão de fazer do Porto São Luís um grande indutor de desenvolvimento não apenas para o Maranhão, mas para todo o Brasil”, declarou Dantas.

Além do Porto São Luís, na solenidade foram assinados contratos com as empresas WSAM, Edlog & Zport, Imetame, Rio Amazonas, Hidrovias do Brasil, PLA, Chibatão, Enseada, Porto Sudeste e Plataforma Logística do Amapá.

“Esses investimentos da iniciativa privada reforçam o acerto do Governo Federal em investir na simplificação de processos e garantir a segurança jurídica e o cumprimento dos contratos. Além disso, vão gerar empregos e deixar o Brasil mais competitivo”, afirmou o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

Além de Tarcísio e Nery, participaram da cerimônia de assinatura o ministro da Cidadania, João Roma; o secretário de Portos e Transportes Aquaviários do MInfra, Diogo Piloni; e a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do MInfra, Natália Marcassa.

Ao encerrar a solenidade, o Ministro Tarcísio foi enfático ao apostar na parceria com a iniciativa privada para alavancar o desenvolvimento no país:

“O Brasil merece ser grande, e vai ser grande através de investimentos como esses da iniciativa privada no setor portuário”, declarou Tarcísio Gomes de Freitas.

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Equatorial compra energética do Amapá

Empresa já controla outras distribuidoras no Norte e Nordeste. Novo investidor terá que aplicar de forma imediata R$ 400 milhões na companhia. Concessão é pelo período de 30 anos

A Equatorial Energia comprou, na tarde desta sexta-feira (25), a concessão da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) durante leilão realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na sede da B3 (antiga BM&F Bovespa), em São Paulo. A empresa foi a única a dar lance na sessão pública.

A concessão de serviço público é pelo período de 30 anos e, conforme a presidência da CEA, o novo controlador deve assumir a administração da distribuidora até dezembro.

Com informações do G1 Amapá

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São Luís inicia parceria com a AmBev

A Prefeitura de São Luís e a AmBev sentaram para discutir parceria com agricultores familiares de São Luís. A ideia é que a cervejeira compre mandioca de produtores de São Luís para a fabricação da cerveja Magnífica, rótulo da AmBev.

O prefeito Eduardo Braide (Podemos) destacou a proximidade com a multinacional. “As parcerias são importantes para ampliar as ações da Prefeitura e nos ajuda a avançar em diversas áreas. Temos aqui já a sinalização da empresa de compra da mandioca produzida pelos agricultores familiares de São Luís e isso é muito importante porque representa a geração de emprego, renda e mais qualidade de vida para as famílias beneficiadas”, disse o prefeito. 

O gerente de Relações Institucionais da Ambev, Lucas Baggi, falou mais da parceria. “É um prazer estar aqui hoje e esperamos que essa parceria possa acontecer por muitos mais anos. Hoje, no Maranhão, desenvolvemos um projeto chamado Magnífica, que é uma cerveja feita à base de mandioca. Nós compramos a mandioca de diversos municípios e um dos potencias de municípios para compra é São Luís” disse o gerente.

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Diageo, AmBev e Mastercard desistem de ativar patrocínio na Copa América

A Diageo decidiu nesta quinta-feira (10) não ativar o seu patrocínio na Copa América do Brasil. A empresa afirma que a decisão foi tomada por respeito ao momento que o país vive em relação à pandemia de covid-19. As informações são da Folha de S.Paulo.

A Diageo reitera seu compromisso com a sociedade observando os protocolos de segurança e ações institucionais que contribuam para a mitigação da pandemia”, disse a empresa que fabrica bebidas como Smirnoff, Black & White e Johnnie Walker.

A Diageo é a 3ª empresa que desiste de associar sua marca ao evento esportivo. Na 4ª feira (9.jun), a Mastercard e a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas) também desistiram de ativar seus patrocínios ao campeonato organizado pela Conmebol.

A não ativação não significa que o contrato de patrocínio está finalizado. Apenas que a empresa achou melhor não ter a sua marca associada à competição.

A Diageo disse ainda que o contrato de patrocínio tinha sido negociado quando a competição estava planejada para ser realizada na Colômbia e na Argentina. O torneio só foi transferido para o Brasil em 31 de maio, depois que a Argentina desistiu de ser sede da Copa América por causa da situação da pandemia no país.

Na 2ª feira (7.jun), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão recomendou a investigação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), dos patrocinadores da Copa América e dos Estados e cidades sedes do evento no Brasil por “violações” do “direito à vida e à saúde”.

Se acatada, a ação deverá investigar a “eventual prática de atos comissivos ou omissivos caracterizadores de violação de direitos fundamentais e de direitos humanos internacionalmente assegurados, especialmente os direitos à vida e à saúde, por parte das pessoas físicas e jurídicas organizadoras, transmissoras e patrocinadoras da Copa América […]”.

Entre as empresas patrocinadoras que foram citadas estavam a Mastercard, a Ambev e a Diageo.

Com início marcado para domingo (13), a Copa América reúne 10 seleções de futebol para disputar 28 jogos. A final está agendada para 10 de julho, no Maracanã.

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta 5ª feira (10.jun.2021) para liberar a realização do campeonato. As ações movidas pelo PSB e pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos pediam a suspensão do evento. Um terceiro pedido, apresentado pelo PT, também está sendo avaliado pelo STF.

De Poder 360