Política

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Alteração de horários em decreto, do Governo do Maranhão, mostra que não houve diálogo com empresários

Academias, panificadoras, creches, supermercados, Ceasa, postos de gasolina, porto, avicultura não foram ouvidos antes do decreto 36.531 ser publicado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Antes de publicar, Flávio Dino disse que iria dialogar com a classe empresarial, mas de duas uma: a reunião serviu apenas para comunicar o que seria feito ou o Governo do Maranhão não conversou, de fato, com os empresários.

Depois de publicado, o Governo do Maranhão decidiu mudar o decreto antes mesmo dele entrar em vigor.

Agora academias, panificadoras, creches e supermercados podem funcionar de 6h às 21h.

O Ceasa funcionará entre 0h e 16h.

Postos de Gasolina, farmácias, atividades portuárias e avicultura podem funcionar 24 horas.

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“Lembra a perseguição que cristãos sofrem na China”, diz nota de ex-alunos do Marista após Flávio Dino acabar com Capela de São José

Ex-alunos do Colégio Marista de São Luís emitiram uma nota de repúdio ao governador Flávio Dino (PCdoB), também ex-Marista, por ter transformado a Capela de São José das Laranjeiras em biblioteca.

É inegável, acima de tudo, o valor sentimental daquele templo religioso para aqueles que, por muitas décadas, participaram de sua trajetória enquanto elemento de extrema importância no macro-projeto original dessa instituição de ensino“, diz a nota e emenda mais à frente: “Agora, com essa transformação e mudança de status, atitude que nos lembra a perseguição que os cristãos sofrem na China, com a demolição de templos sagrados com tratores e máquinas pesadas, apaga-se uma luz que clareava parte de nossa memória afetiva nesse valioso álbum de recordações.”

Leia a nota completa dos ex-Maristas

Boa noite!
São Luís do Maranhão, 4 de março de 2021

Ao Exmo. Senhor Flávio Dino
Governador do Estado do Maranhão

Exmo. Senhor Governador,

Nós, ex-alunos do Colégio Marista e membros da comunidade católica local, lamentamos profundamente a transformação da Capela de São José das Laranjeiras em biblioteca. É inegável, acima de tudo, o valor sentimental daquele templo religioso para aqueles que, por muitas décadas, participaram de sua trajetória enquanto elemento de extrema importância no macro-projeto original dessa instituição de ensino, que guarda uma história inesquecível no livro de ouro da educação maranhense.

Inequivocamente, a singela capela anexa ao prédio do antigo Colégio Marista, situado no centro de São Luís, figurou, por muitos anos, como um ninho acolhedor de momentos inesquecíveis, os quais, ainda hoje, são relembrados por milhares de alunos e famílias que dividiram seu espaço, por exemplo, em celebrações como batismos e cerimônias de Primeira Comunhão, quando se recebe o corpo e o sangue de Jesus Cristo sob a forma de pão e vinho. A capela está inscrita em nossos corações como uma parte indissociável desse forte, com 35 mil metros quadrados, incorporado ao Poder Executivo Estadual em 2008.

O prédio do antigo Colégio Marista foi uma das mais famosas e bonitas propriedades de São Luís no século XIX. A quinta foi construída pelo comendador Luiz José Gonçalvez da Silva e era um morgadio formado por uma casa de moradia (em estilo colonial), capela, senzala e alojamento de trabalhadores. O portão foi construído em 1812, como consta na inscrição nele existente. Representa uma burguesia extinta, onde aparece, acima do pórtico, um brasão em cantaria contendo as armas do comendador Gonçalvez da Silva.

A quinta passou por vários proprietários, até que, em 1938, foi adquirida pela Arquidiocese do Maranhão, que a vendeu aos irmãos Maristas, para a construção de um colégio. Restavam apenas a capela e o portão, este servindo de acesso à escola, ambos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Agora, com essa transformação e mudança de status, atitude que nos lembra a perseguição que os cristãos sofrem na China, com a demolição de templos sagrados com tratores e máquinas pesadas, apaga-se uma luz que clareava parte de nossa memória afetiva nesse valioso álbum de recordações.

É inegável o valor sentimental da Capela de São José das Laranjeiras, bem como o prédio como um todo. Em 2010, o então secretário de Estado da Educação, Anselmo Raposo, quando do anúncio das obras de reforma e restauração do prédio pelo Governo do Estado, o classificou como “uma maravilha arquitetônica”. Sem dúvida, um tesouro que precisa ser preservado em sua totalidade, como um presente para as próximas gerações.

Por isso, nós, ex-alunos do Colégio Marista e membros da comunidade católica local, pleiteamos o declínio do Governo do Estado desse propósito de manter a biblioteca. Acreditamos, inclusive, na sensibilidade do Exmo. Governador, ex-aluno Marista, que certamente freqüentou a Capela de São José das Laranjeiras e dela tem boas recordações, assim como inúmeras outras autoridades maranhenses, que pela instituição passaram e enxergam a igrejinha como um elo extremamente significativo. Elo esse que infelizmente, foi quebrado, para a tristeza de todos os ex-alunos da instituição de ensino.

Obviamente que compreendemos o interesse em incentivar a leitura, de suma importância para o crescimento educacional. No entanto, seria mais coerente fazê-lo em outra extensão da propriedade, sem comprometer a estrutura daquele ambiente de concentração espiritual, tendo ele, para nós, um valor inestimável. Reiteramos que a área é de 35 mil metros quadrados, ou seja, o terreno acolhe com folgas uma moderna e confortável biblioteca, resguardando, assim, o ambiente sagrado da capela.

Por tudo isso, e acreditando em sua coerência e sensatez, pedimos a nossa capelinha de volta, com seus tesouros resguardados internamente, com toda a sua honra e glória.

Nosso muito obrigado!
Ex-alunos Martista

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Vereador Rafael Neves decepciona eleitores e vota contra requerimento da saúde em Paço do Lumiar

A saúde de Paço do Lumiar passa pelo pior momento e este cenário caótico serviu para mostrar a maior motivação do vereador Rafael Neves (PL) à frente do seu mandato, a bajulação.

Vereador Rafael Neves

O vereador Rafael, para acenar para a prefeita Paula Azevedo (PCdoB), votou contra os requerimentos 004/2021, 005/2021 e 006/2021 da Câmara Municipal que previa, entre outras coisas, informações do secretário municipal de saúde, João Muricy, para prestar esclarecimento do caos da saúde, da destinação das verbas da covid-19, falta de testes, vacinas contra o novo coronavírus e, principalmente, das mortes dos luminenses.

Acontece que para abrir o sorriso da administração municipal, de Paula Azevedo (PCdoB), o vereador Rafael é capaz de fechar os olhos para o que está acontecendo. O povo, sempre vigilante, está de olho bem aberto para o que vem acontecendo no município e a atuação do novato da Câmara Municipal já está se espalhando pela cidade. E os motivos são inglórios.

por Tribuna 98

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Passou um ano e os políticos ainda não estão preparados para a crise sanitária, alerta deputado

Passou um ano e, no Maranhão, parece que a crise sanitária ainda está no começo quando as autoridades sanitárias mundiais não sabiam o que fazer com o avanço da pandemia do novo coronavírus.

O deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), em um discurso duro em que traz a responsabilidade para os atores políticos, alerta que houve um afrouxamento no combate à covid-19, como queda na testagem para a doença. 

A verdade é que a gente tem que parar de penalizar a população ao final tirando-lhe a liberdade quando a gente não consegue, quando nós não conseguimos fazer o que as pessoas esperam de nós, que é comandar o Estado, comandar os Municípios, comandar o Brasil. Enquanto agentes públicos, nós temos falhado. E é nossa responsabilidade reagir a essa crise.”, disse Yglésio Moyses na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão.

O deputado Yglésio, que é membro da Comissão de Saúde da Assembleia, pediu serenidade na condução da crise e que não se busque ‘o certo e o errado’.

Que os debates sejam pautados na seriedade e não na argumentação de quem está certo ou quem está errado, porque a verdade é que todo mundo falhou nessa caminhada”, disse o parlamentar ao comentar que ações como toque de recolher, das 20h às 6h, proposto pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), não encontra abrigo na ciência. 

“Não existe um trabalho científico sério no planeta Terra que mostre que colocar pessoas confinadas de 8 às 6 horas da manhã reduza a transmissão de covid, até porque o vírus não escolhe se é de manhã, de tarde ou de noite, ele está circulando. No Calhau Litorânea lotado, ele está circulando, na escola que está tendo aula sem respeitar as condições mínimas, ele está circulando no Supermercado Mateus, que não faz controle das suas filas e que muitas vezes os funcionários não utilizam máscaras, ele está circulando numa Rua Grande que muitas vezes não tem braço de fiscalização do Município e do Estado.”, exemplificou ao elencar situações durante o dia que geram proliferação do vírus.