A sociedade caminha para um recuo de suas atividades, o isolamento social neste momento é o melhor caminho para que a doença não tenha dezenas de casos confirmados de uma só vez. As empresas entenderam que o bom caminho, agora, é estimular trabalho remoto, de casa, o chamado home-office.

Algumas repartições públicas também caminham na direção de não expor os mais sensíveis ao novo coronavírus. Idosos, por exemplo, estão sendo estimulados a permanecerem em casa, e quando possível, também desenvolver o trabalho home-office.  

Todo barco, porém, tem um comandante. E neste momento, no Brasil, ficou provado que a iniciativa privada é a parte mais sensível, não tem dado conta. As farmácias e supermercados aproveitam para lucrar, mais. O braço forte, em momentos críticos como este, deve ser do poder público.

Os cuidados têm que existir, mas não é momento do Executivo, do Judiciário e nem do Legislativo entrar em quarentena esperando a brisa viral passar. Não é concebível que em efeito avalanche câmaras municipais em todo o Maranhão tenham fechado suas portas para o problema que afeta toda a sociedade.

A Assembleia Legislativa do Maranhão cancelou suas atividades antes mesmo que os alunos da educação básica. Somente nesta quarta-feira (18), que o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PDT), liberou os seus alunos em quarentena, seguindo a orientação do decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

Já na segunda-feira (16), a primeira sessão da semana foi cancelada por conta do temor em torno do novo coronavírus. Um esquema de guerra foi montado na Assembleia para o acesso ficar restrito. Correto. A única sessão que aconteceu na semana, porém, foi na terça-feira (17) para uma discussão entre os deputados, com participação de muitos pares, como ainda não visto nesta nova legislatura.

A ordem do dia foi o novo coronavírus, subsidiado com a votação de: “vamos trabalhar ou não?”, a quarentena dos deputados venceu e as sessões de quarta-feira (18) e quinta-feira (19) não aconteceram.

O legislativo maranhense tem muito a contribuir com esse momento. Há dispositivos legais que podem garantir segurança jurídica para o executivo estadual e municipal desempenhar o seu papel de proteger a saúde de seus cidadãos.

O medo tomou de conta do parlamento e trancou a pauta da Assembleia na semana que vem ser a mais tranquila. O pior ainda está por vir, e onde estarão os nossos representantes?