Edivaldo Holanda Junior e Flávio Dino acreditam que o melhor horizonte para decisões mais assertivas para a eleição da capital maranhense seja para depois do carnaval. Quem não está conectado com a política também acredita que o ano só começa depois do período momesco. Porém, entre os pré-candidatos, o ano eleitoral começou no dia primeiro de janeiro e a última semana foi movimentada entre os pretensos candidatos do grupo.

O que será que acendeu a chama desta semana? O governador Flávio Dino tem dado a entender que vai deixar no colo do prefeito Edivaldo Holanda Jr a responsabilidade para conduzir a sua própria sucessão. O governador disse que irá focar nas eleições municipais do restante do Maranhão. É uma forma de Flávio Dino entrar em cena somente em um eventual segundo turno. E até mesmo tirar o peso de suas costas para uma vitória do seu grupo em uma capital brasileira.

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Não foram só os candidatos, partidos também tiveram peças do tabuleiro mexidas para criar novos fatos com intuito de influenciar os atores dos bastidores da política, mais precisamente os que protagonizam a eleição em São Luís. PT, PSB, Solidariedade, DEM foram alguns dos partidos que movimentaram-se para marcar território numa arena em que a estratégia ainda não ficou muito clara para os jogadores.

Candidatura única ou vários nomes do grupo? Sem saber como vai acontecer a eleição e com a certeza que a cada dia têm-se menos tempo para articulações, a cúpula do Democratas confirmou o nome de Neto Evangelista (DEM) por meio da imprensa nacional. Foi também um recado aos movimentos que insurgiram-se para levar Evangelista para o berço do PDT.

O Solidariedade que estava com questão (quase) fechada em torno da candidatura do juiz Carlos Madeira abriu possibilidade de diálogo com outras frentes, como foi o caso do deputado estadual Duarte Jr (PCdoB) que tem buscado viabilizar seu nome dentro do seu partido ou em algum partido próximo do governador Flávio Dino, como é o caso do Solidariedade.

O presidente do SDD, Simplício Araújo, defendeu nas redes sociais de que este momento é do diálogo e chegou a abrir a possibilidade de conversas com outros personagens desta eleição. Porém, logo depois, Simplício confidenciou ao blog do jornalista Jorge Vieira que Duarte Jr e Carlos Madeira seriam uma “chapa boa”. Rubens Pereira Jr também tratou de fazer uma agenda eleitoral e sentou com o vereador Honorato Fernandes e Lawrence Melo, porém a conversa foi logo “desautorizada” pelos deputado estadual Zé Inácio (PT) e o deputado federal Zé Carlos (PT), estes querem construir uma candidatura própria do partido de Lula. No meio deste balaio de gato petista, o histórico Márcio Jardim (PT) classificou o seu partido como um “punhado de caranguejos no fundo de um balde”, talvez a melhor classificação para o petismo maranhense.

Já Bira Pindaré (PSB), que já figura a segunda maior rejeição, em suas tratativas partidárias deu uma guinada mais à esquerda chamando o PSOL para sua chapa. Sentou-se na última semana com Franklin Douglas (PSOL) e Noleto (PSOL), especula-se que um dos dois podem fazer companhia a Bira em uma chapa.

Sem antecipar as discussões, partidos satélites ligados ao governo Flávio Dino continuam as articulações em reservado e esperam os próximos passos do governador Flávio Dino para tomar suas decisões. É neste ambiente que o deputado Dr. Yglésio (sem partido) tem se movimentado, sem tornar público as suas conversas tem buscado as possibilidades ainda em aberto.

Com a indefinição neste momento sendo a única certeza, muitos pré-candidatos vão preferir pular o carnaval do que pular carnaval.