Idosos, crianças e profissionais de saúde esgotaram lote de vacina no primeiro dia

Além da inclusão de crianças na primeira etapa de vacinação contra gripe, entre elas, a Influenza (H1N1), a falta de planejamento também contribuiu para o lote de vacinar acabar ainda no primeiro dia.

O cronograma de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde incluía idosos e profissionais da saúde no primeiro momento.

Em São Luís, a vacinação contou o público-alvo de crianças nesta primeira etapa, o que pode ter sobrecarregado.

Em Florianópolis, por exemplo, a vacinação dividiu em duas partes a vacinação de idosos.

Primeiro, a partir desta segunda-feira (23), os idosos com 80 anos ou os que têm alguma dificuldade de locomoção e profissionais de saúde. Em um segundo momento, os idosos com mais de 60 anos, a partir do dia 30 de março.

No Rio Grande do Sul, algumas cidades optaram por fazer a vacinação em casa. É o caso de Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul e Esteio.

Faltou planejamento para a Secretaria Municipal de Saúde. Durante a semana passada, em meio ao pânico da população, a Prefeitura fez propaganda sobre o início da vacinação.

O medo permeado de expectativa para ficar imune à uma gripe se aliou com um público-alvo maior que o calculado pelo Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde destinou 85 mil doses para 115 mil pessoas, que seria somente o universo de idosos e profissionais de saúde.

Com a inclusão de crianças, o número vai para 215 mil pessoas. Em um dia, a Prefeitura usou 50 mil doses e decidiu suspender as vacinações.

Ano passado, a Prefeitura de São Luís teve dificuldade em alcançar a meta de vacinação. Chegou inclusive, a levar postos volantes para shoppings, escolas e bairros populosos da capital maranhense.