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Alvo da PF: Dono da Saúde & Vida, que fatura milhões, pode ter ligação com grupos políticos no Maranhão

Especializada em fechar contratos com prefeituras, a Saúde & Vida, com sede em Teresina (PI), foi alvo de investigação da Polícia Federal no início deste ano. Os contratos investigados à época envolviam três empresas que não teriam condições técnicas de atender a Secretaria Estadual de Saúde do estado do Piauí.

No Maranhão, a empresa tem enriquecido por meio de licitações em que a Saúde & Vida sai vencedora do certame. Os empresários Thiago Gomes Duarte e Douglas Henrique da Silva Macedo, sócios da Saúde & Vida, faturaram em quatro anos quase R$ 60 milhões com prefeituras maranhenses.

São os contratos deste período que estão na mira dos órgãos de controle. A CARTA POLÍTICA tem em posse todos os contratos e pela similaridade de todos tudo leva a crer que a atividade empresarial tem a proteção de grandes grupos políticos. Aguarde nos próximos dias uma série de matérias no site.

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Esposa de imperatrizense que pediu ajuda na internet morre vítima de Covid

A imperatrizense Luana Gurgel, companheira de Cairo Yuri, que pediu ajuda na internet para transferir a esposa para São Luís, morreu na madrugada deste sábado, vítima da Covid-19. Segundo informações de amigos da família, ela voltou a sofrer parada cardiorrespiratória.

Luana não chegou a ser transferida para São Luís, mesmo com a mobilização do companheiro tendo surtido efeito e conseguido a UTI aérea. De acordo com relatos de Cairo, a equipe médica que acompanhou Luana no Hospital Materno Infantil informou ainda nesta sexta-feira, que o quadro dela havia melhorado e que ela reagia ao tratamento. Nesse cenário, uma transferência em UTI aérea poderia, segundo os médicos, colocá-la em risco. Seguindo a recomendação da equipe, a família também optou por não fazer a transferência.

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Entenda a história

Há três dias, Luana foi hospitalizada com complicações da Covid-19. Ela estava grávida de 8 meses e precisou ter o parto antecipado nesta sexta-feira para dar continuidade ao tratamento. O bebê, um menino, foi levado para a UTI do Materno Infantil e passou por testes de Covid. A previsão é de que saia hoje o resultado.

O caso da família ganhou repercussão após Cairo, companheiro de Luana e pai de Bento, pedir ajuda nas redes sociais para salvar a companheira e o filho. O apelo dele era por uma UTI aérea que pudesse fazer a transferência da paciente para São Luís. A família conseguiu mobilizar o deputado Marco Aurélio, o secretário de saúde Carlos Lula e a Prefeitura de Imperatriz, que conseguiram o transporte, mas por recomendações médicas, a transferência não foi feita.

Por Imperlove

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Yglésio destaca Termo de Cooperação entre Estado e Prefeitura para atendimento no Socorrinho do Cohatrac

O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura de São Luís, Yglésio Moyses (Pros) destacou no Parlamento Estadual o posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde em relação aos funcionários municipais do Socorrinho do Cohatrac.

Por conta da Policlínica Cohatrac, havia dúvida sobre remoção de servidores, perda salarial de adicionais e urgências, além da perda do vínculo da comunidade com os profissionais de saúde do Socorrinho.

Depois do pronunciamento do deputado Yglésio Moyses, a Secretaria Estadual de Saúde esteve reunida com a Secretaria Municipal de Saúde e o Sindicato dos Funcionários Municipais.

“Houve uma reunião, onde ficou definido que o “Socorrinho do Cohatrac” vai continuar a atender à população, que é um desejo da comunidade, com um termo de cooperação entre Estado e Prefeitura, afinal, esses profissionais da saúde já ganham tão pouco, que não merecem ter perdas salarias,e isso ficou pactuado com a nossa contribuição, disse Yglésio.

Blog do Juraci Filho

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Exaustas e impossibilitadas de trabalhar: cientistas relatam rotina de mães de crianças com microcefalia

Mães de crianças com microcefalia, síndrome congênita associada ao Zika vírus, dedicam-se integralmente ao cuidado de seus filhos, devido às limitações que a doença impõe ao desenvolvimento das crianças, o que tem impacto profundo na qualidade de vida dessas mulheres. A escassez de tempo para as atividades cotidianas e para o lazer, aliada muitas vezes à impossibilidade de trabalhar e à precariedade dos serviços públicos de saúde, também contribui para a falta de perspectivas em relação ao futuro. Essas são conclusões de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), publicado na “Revista Paulista de Pediatria” em 21 de agosto.

Para investigar a percepção que as mães dessas crianças têm em relação à sua própria qualidade de vida, os pesquisadores realizaram, em julho de 2018, entrevistas qualitativas com dez mulheres que frequentavam a Casa de Apoio Ninar, em São Luís (MA), instituição que oferece acolhimento e assistência a crianças com problemas de neurodesenvolvimento. A seleção considerou aquelas que tiveram infecção confirmada por Zika vírus, entre novembro de 2015 a maio de 2017, e que haviam sido internadas no Hospital Universitário Materno-Infantil da UFMA, onde tiveram bebês diagnosticados com a síndrome congênita.

Na entrevista, cada participante respondeu a um questionário semiestruturado, com perguntas objetivas sobre sua situação sociodemográfica e questões abertas que tinham o objetivo de verificar o seu entendimento sobre o conceito de qualidade de vida. “A ideia era saber o que esse termo significa para elas e como o fato de ter um filho com a síndrome afeta a qualidade de vida e as atividades cotidianas”, explica Paulo Rogério Lobão de Araújo Costa, autor principal do estudo. 

A partir das respostas obtidas, os pesquisadores definiram quatro categorias temáticas associadas à definição de qualidade de vida para essas mães: saúde, redes de atenção à saúde, tempo livre e perspectivas futuras.

Impactos nas vidas das mães

Nos relatos das entrevistadas, a associação de qualidade de vida com saúde considerou não só a saúde física, mas uma compreensão mais geral do termo, incluindo a qualidade dos serviços de saúde prestados pelos órgãos públicos. A atenção à saúde foi citada em relação às situações que vivenciam de precariedade e demora nos atendimentos e agendamentos de consultas no sistema de saúde. A falta de tempo livre foi mencionada no contexto de dedicar grande parte do dia aos cuidados com os filhos e às visitas constantes aos serviços de saúde. A categoria “Perspectivas futuras” se relacionou à necessidade daquelas que tiveram que deixar o emprego para cuidar dos filhos, às dificuldades econômicas devido aos gastos com a doença e à falta de satisfação em vários aspectos da vida, como lazer, família, saúde, educação, cultura e situação social.

Para Costa, um dos destaques da pesquisa é mostrar que o impacto da doença dos filhos na qualidade de vida das mães está relacionado também com a precariedade do acesso à saúde. “Elas relatam as fragilidades das políticas públicas e serviços de saúde, desde as dificuldades em conseguir uma consulta ou terapia até a falta de condições e recursos adequados para criarem seus filhos com dignidade. A saúde pública tem muito a melhorar e esse estudo pode contribuir nesse sentido”.

De acordo com ele, a pesquisa deve ter continuidade, e um dos aspectos observados será a situação atual dessas mães. “Queremos acompanhar como elas estão após terem passado por esse centro. Como a pesquisa serviu também como forma de orientação para essas mulheres, por exemplo, em relação a exames de pré-natal, vamos ver ainda como elas procederam em relação a outros filhos e como está a sua condição socioeconômica.”

Agência Bori