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Cultura

Artistas fazem live para arrecadar alimentos para profissionais da música

Uma rede de solidariedade está formada para ajudar músicos e profissionais da música que atravessam esta pandemia. Os artistas estão com as mãos atadas sem poder tocar um novo acorde e, pior mesmo, sem poder levar o sustento para sua família.

Algumas dessas pessoas têm a dor aliviada pela ajuda de outras pessoas que estão na mesma situação.

O cantor Léo Djow realizou uma live na última sexta-feira (12) para arrecadar alimentos para distribuir para músicos vai repetir a dose neste sábado (20), ao lado dos cantores Albert Abrantes e Pandha.

“Na última conseguimos encher duas carrocerias completas de uma Hillux. Agora quero lotar um caminhão”, disse o cantor Léo Djow à CARTA POLÍTCA.

Quem quiser ajudar a encher o caminhão de solidariedade pode ficar ligado nas redes sociais dos cantores neste sábado, a partir das 21h. Ou, se preferir, pode entrar em contato pelo telefone (98) 9 8115-2000 ou pelo Instagram @LeoDjow

Cultura

Mapeamento cultural deve ser principal passaporte para acesso a editais e auxílios

Em reunião na manhã desta quinta-feira (18), o secretário estadual de Cultura, Anderson Lindoso, explicou para representantes de artistas critérios adotados para o pagamento do auxílio emergencial. 

Representando mais de 100 profissionais da música, os DJs Arsênio Filho, Vanessa Serra, Razuk e o cantor Léo Djow participaram da videoconferência. O site A CARTA POLÍTICA, que articulou a reunião após abordar o tema ao decorrer desta semana, foi representado por este signatário.

Uma das maiores dificuldades para desenvolvimento de políticas públicas culturais é o desconhecimento de quem são os fazedores de cultura. E no Maranhão, foi a partir da Lei Aldir Blanc, que a Secretaria Estadual de Cultura começou a compilar dados para consolidar o Mapeamento cultural no estado. 

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E é por meio deste mapeamento que a Secma identifica artistas e paga (quando solicitado)  o auxílio emergencial de R$ 600 para profissionais impactados com a suspensão das atividades na Ilha de São Luís. O pedido do auxílio foi prorrogado até esta sexta-feira (19) e pode ser solicitado por trabalhadores e trabalhadoras da cultura que residem na Ilha de São Luís e que foram anteriormente selecionados (as) em editais da Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, esses profissionais já estão mapeados pela secretaria.

Para o pagamento deste auxílio foi disponibilizado R$ 3,5 milhões e o orçamento deve ser todo utilizado sem que haja necessidade de complemento orçamentário. O Conexão Cultural 4, porém, que oferece um pagamento de R$ 1.500 para 1.000 beneficiários, tem inscrição aberta até o dia 21 de março.

Entre as exigências do Conexão Cultural 4, base de reclamação dos artistas, está a emissão de certidão negativa de débito com o Estado. Ficou esclarecido na reunião que caso um artista, por exemplo, tenha débito de IPVA ou outro impedimento previsto em edital, este pode ser representado por uma Produtora Artística (de gerenciamento de artistas). Ao contrário do que a classe imaginava, no caso de produtoras artísticas não há limitação na quantidade de artistas que esta possa representar. É uma saída para quem tem pendência em documentos.

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Sugestão 

O grupo de artistas também sugeriu ao secretário Anderson Lindoso que a própria secretária faça parceria ou crie uma produtora artística para que possa fazer o assessoramento para artistas maranhenses. Ficou sugerido também, pela jornalista cultural Vanessa Serra, a criação de um selo para lançar livros e discos. Lindoso explicou que já há um projeto em andamento neste sentido e que o estúdio da Escola de Música do Maranhão deverá servir para artistas que queiram gravar seus trabalhos.

Passaporte

A participação do Conexão Cultural 4 já é feita pelo Mapeamento Cultural e, em breve, o artista também poderá fazer o seu cadastro no Mapeamento a qualquer momento, o que vai facilitar a participação dos artistas em editais e auxílios futuros.

Cultura

“Temos dois editais abertos na Cultura”, responde titular da Secma sobre acesso aos auxílios

Há dois editais abertos na Secretaria de Estado da Cultura. 

Com o pagamento único de R$ 600, tem o “Auxílio Emergencial da Cultura para Grande Ilha de São Luís” que visa compensar a suspensão das atividades em bares, restaurantes e casas de eventos nos quatro municípios da Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar). E lançado recentemente, tem a quarta edição do Conexão Cultural que vai selecionar 1.000 produções inéditas com o pagamento de R$ 1.500.

Em contato com A CARTA POLÍTICA, depois da publicação ‘Secma pune artistas afetados por medidas restritivas de Flávio Dino’, o secretário estadual de Cultura, Anderson Lindoso (foto),  disse que os requisitos adotados no “Auxílio Emergencial” foram para dar celeridade ao pagamento, que segundo o mesmo, tem que ser feito até o próximo dia 19 de março. “Temos um mapeamento dos artistas que participaram de outros editais da Lei Aldir Blanc, fizemos desta forma, assim como outros estados, como o Ceará, para fazer o pagamento mais rápido. Já fizemos pagamento ontem [segunda], já pagamos hoje e estamos pagando a todo momento”, disse por telefone.

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Questionado sobre o impedimento de não receber o “Auxílio Emergencial” por não ter participado da Lei Aldir Blanc disse que há possibilidade de participar do Conexão Cultural. “Quem ainda não teve acesso à Lei Aldir Blanc ainda, pode participar do Conexão Cultural que tem um cachê de R$ 1.500”, disse Lindoso. Sobre as documentações necessárias para o Conexão Cultural, como certidões negativas, o titular da Secma disse que podem ser feitas todas pela Internet e que há um vídeo tutorial ensinando passo-a-passo como fazer. Os artistas, contudo, continuam reclamando sobre a exclusão no auxílio emergencial destinado a paralisação das atividades.

Links externos

Tire suas dúvidas sobre o Conexão Cultural 4, o novo edital de emergência cultural do Maranhão

Auxílio Emergencial para artistas da Grande Ilha: saiba quem tem direito e como ter acesso ao benefício

Tutorial de inscrição no Conexão Cultural 4

Tutorial para inscrição no Auxílio Emergencial da Cultura

Cultura

Secma pune artistas afetados por medidas restritivas de Flávio Dino

O auxílio financeiro concedido pelo Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria Estadual de Cultura, tem excluído os artistas que foram afetados pela crise financeira da pandemia e, mais recentemente, afetados com a constante abertura e fechamento de bares, restaurantes e casas de eventos.

Com a divulgação de mais uma edição do Conexão Maranhão, auxílio financeiro para artistas, a Secretaria Estadual da Cultura, que tem como titular Anderson Lindoso (foto), erra ao punir artistas afetados pelas medidas restritivas do Governo do Maranhão que devem ficar de fora do auxílio. 

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Em contato com A CARTA POLÍTICA, artistas reclamaram de não ter acesso ao benefício. “Não participei dos outros editais e, agora que estou precisando de verdade, vou ficar de fora deste auxílio por conta disso?”, diz um artista que preferiu não se identificar.

Para ter acesso ao auxílio, um dos requisitos é ter sido selecionado anteriormente em editais da Lei Aldir Blanc. “Temos colegas que também não participaram ou tiveram auxílio negado pela falta de alguma documentação. Nós, da noite, não estamos habituados por participar de editais. Nosso financiamento é subir no palco e fazer o nosso show, o que não estamos podendo fazer agora”, reclamou ainda.

Ao condicionar o auxílio emergencial da cultura deste momento com de outroras (Conexão Cultural 3, Oficinas Artísticas, Artesanato, Fomento à Literatura e Renda Básica da Cultura) o governo acaba excluindo artistas da ponta que são impactados com medidas restritivas, como não poder tocar em um bar e restaurante. Apesar do novo edital dizer que foi feito para compensar a suspensão de bares e restaurantes desta segunda (15) até o dia 21 de março, os artistas já estão proibidos de trabalhar há muito mais tempo.

Maranhão não conseguiu usar toda Lei Aldir Blanc

Em 2020, foram destinados ao estado do Maranhão, um total de R$ 61,368 milhões, para Estados e municípios e em dezembro do ano passado, o estado só havia investido aproximadamente 58% do valor recebido, ou R$ 36 milhões, muito aquém dos R$ 61 milhões. Vale ressaltar que para chegar a esse valor de R$ 36 milhões, as autoridades culturais tiveram que pagar para as mesmas pessoas mais de uma apresentação, ou seja, o universo atingido foi muito pequeno. 

E agora, para compensar o impedimento de trabalhar, a Secma continua excluindo quem ainda não teve acesso ao benefício. 

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Em contato, por aplicativo de mensagem, com o secretário estadual de Cultura, Anderson Lindoso, A CARTA POLÍTICA indagou sobre as inquietações dos artistas e os requisitos para participar do auxílio. Sem resposta até a publicação desta matéria, A CARTA POLÍTICA sugeriu ainda que fosse adotada duas formas para ter acesso ao benefício: 1) Facilitada- Um cadastro rápido para quem já participou da Lei Aldir Blanc (como está). 2) Um cadastro novo para quem não teve acesso a nenhum benefício, levando em consideração o perfil dos artistas maranhenses.

Aliás, a Secretaria Estadual de Cultura sabe quem são os artistas maranhenses? Pelo desuso da Lei Aldir Blanc, parece que não.