Autor: Pedro de Almeida

Cidade

Obras de acessibilidade avançam no Centro Histórico de São Luís

 A Prefeitura de São Luís segue avançando com as adequações estruturais necessárias para reurbanizar e tornar mais acessível o Centro Histórico da capital. Por meio da Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projeto Especiais (Semispe) e da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico (Fumph), está sendo executada a recuperação de vias e calçadas consideradas essenciais para o acesso da população e turistas aos principais pontos do conjunto tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Ainda na primeira fase do Programa de Revitalização do Centro Histórico de São Luís, em pouco mais de um mês do início das atividades, os operários estão trabalhando no limite do estacionamento da Praia Grande e, também, na Travessa Boa Ventura, de onde foi retirada a camada de asfalto existente, que será substituída por paralelepípedo. Além disso, no local também será realizado o alargamento das calçadas e o consequente estreitamento da rua. 

O trabalho também acontece nas ruas da Estrela e Portugal e Ladeira do Comércio, localizada atrás do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, onde está sendo feita a troca do piso da calçada que, para a segurança completa do pedestre, vai se somar às passagens elevadas, que estão sendo construídas em todos os pontos, dentro do trecho viário. 

Todo o trabalho está sendo feito de forma a melhorar a acessibilidade e mobilidade do Centro Histórico. “As obras de melhoria em acessibilidade no Centro Histórico de São Luís têm como objetivo garantir a todos o direito de se locomover com autonomia. Ao mesmo tempo em que estamos focados em entregar soluções e serviços que melhorem a acessibilidade e a mobilidade, também estamos atentos à preservação do patrimônio histórico. Nosso compromisso é entregar uma cidade melhor para a população, conforme determinação do prefeito Eduardo Braide”, destacou a titular da Semispe, Verônica P. Pires. 

De acordo com Tatyana Medeiros, coordenadora geral do Programa de Revitalização do Centro Histórico de São Luís, “a obra permitirá que a área seja frequentada por todos, independente das suas limitações, refletindo um processo de inclusão social, fomento do turismo e das relações sociais. As ações fazem parte do Programa de Revitalização do Centro Histórico de São Luís, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”. 

Acessibilidade

A obra que está sendo executada por meio da Semispe e Fumph no Centro Histórico de São Luís visa levar a acessibilidade universal à região de tombamento patrimonial histórico da área de tombamento federal e considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco e limite de atuação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Governo Federal.

O projeto contempla a implantação de rotas acessíveis com a construção de rampas, travessias elevadas de pedestres, reparos e alargamento de passeios, implantação de mobiliário urbano (bancos, lixeiras, bicicletários), reformas de banheiros para torná-los acessíveis, sinalização vertical e horizontal e paisagismo.

Coronavírus

Batista Matos, vereador de São Luís, morre vítima de covid-19; Prefeitura decreta luto oficial

O vereador de São Luís, Batista Matos, morreu por consequência do agravamento da covid-19. O vereador, que também era jornalista, tinha 46 anos e deixa uma esposa e dois filhos. Batista chegou a ser Secretário Municipal de Comunicação do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior e atualmente exercia a vice-liderança do governo do prefeito de São Luís Eduardo Braide na Câmara Municipal.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, decretou três dias de luto oficial. “Batista era reconhecido por sua fé em Deus, extremamente dedicado à sua família e ao povo de São Luís. Como jornalista, tinha uma grande capacidade de diálogo e conciliação, sempre preocupado em ajudar ao próximo.”, diz Braide em nota.

Política

Yglésio pede vista de projeto que autoriza empréstimo de R$ 180 milhões para Governo do Maranhão

O deputado estadual Yglésio Moyses pediu hoje (30) vista do projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador Flávio Dino solicitando autorização para a contração de um empréstimo de R$ 180 milhões no Banco de Brasília (BRB).

“Pedimos vista e enviamos um requerimento de informações para saber a carência desse empréstimo, em quanto tempo de fato esse empréstimo será pago, quando é que o Maranhão vai começar a pagar, algumas informações sobre obras e serviços públicos que vão ser executados”, afirmou Yglesio.

O deputado destacou que é preciso entender a circunstância do projeto de lei para entender a verdadeira saúde financeira do estado e que simples obras de reparo não deviam ser financiadas por empréstimos.

“Por exemplo a obra do Araçagi, em que já foram empregados cerca de 56 milhões de reais e, até o momento, a obra continua com falhas. Mal inauguraram a obra e já estão fazendo reparo da obra. É um empréstimo pequeno, mas a gente tem que ver se a gente já começou a financiar infraestrutura rudimentar, quer dizer, manutenção e via pública, por exemplo, com dinheiro de empréstimo. Aí, de fato, seria uma sinalização até para a sociedade em que há um colapso econômico, de fato, no Estado e é sinal de que a gente não está fazendo uma boa gestão financeira”, finalizou.

Cidade

Alta de mortes e transporte público lotado são dilemas na Ilha de São Luís

O desafio das grandes cidades é manter as atividades econômicas abertas e evitar a aglomeração do transporte público. Na Ilha de São Luís, o governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís já editaram medidas que determinam a presença de mais ônibus nas ruas, mas na prática tem acontecido o contrário.

As mortes, por outro lado, continuam em alta. Nesta segunda-feira (29), o Painel Covid da Secretaria Estadual de Saúde informou que houve 42 óbitos da doença. Se levar em conta a informação recente da Fiocruz, de que o Maranhão é o terceiro estado que mais atrasa a notificação de óbitos de covid-19, este número pode ser muito pior.

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Para conter novos casos e mais óbitos, a lógica é evitar aglomerações e o transporte público é o principal vilão. Partiu do deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) o flagrante que coloca em cheque a afirmação do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de que os ônibus estão circulando normalmente. O SET diz que 70% da frota está circulando todos os dias.

Decreto para colocar ônibus nas ruas é desrespeitado

Para quem usa o transporte público a realidade é totalmente outra. “As garagens de ônibus continuam cheias e isso coloca em risco quem precisa pegar condução diariamente, principalmente em horários de pico, que é quando vemos maior lotação. Já sugerimos alternativas para garantir a circulação total da frota e nada foi feito”, contestou o deputado Yglésio que recentemente divulgou imagens das garagens das principais empresas de São Luís.

O diálogo já foi proposto semanas atrás, mas os empresários seguem desrespeitando os decretos governamentais e mostram mais preocupação com a rentabilidade da bilhetagem de seus ônibus.