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Cidadão poderá receber recompensa em dinheiro por informação contra o crime

O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou nesta segunda-feira (24) a “Lei da Recompensa”, de iniciativa do deputado estadual Dr. Yglésio (PDT). Se antes o crime organizado pagava pelo silêncio, agora o Sistema de Segurança Pública contra-ataca recompensando o cidadão comum por informações que possam servir à prevenção, à repressão e à investigação de crimes.

Autor do anteprojeto da “Lei da Recompensa”, o deputado Yglésio também foi relator da lei

O deputado estadual Dr. Yglésio (PDT), autor do anteprojeto de lei, considera que é mais fácil vencer o crime com informação. “No que tange à segurança pública, sempre considerei que é mais fácil vencer o crime com informação em detrimento da truculência repressiva. O caminho para vitória contra os bandidos é ataca-los no coração de seus planos criminosos.”, defendeu Yglésio.

Para o deputado agora é o momento de maturação da lei para que a população possa ter conhecimento dessa possibilidade de contribuir para a redução da criminalidade no estado do Maranhão. “Agora temos que divulgar plenamente perante a sociedade para discuti-lo e que a sociedade conheça de fato que agora esse é mais um instrumento de combate ao crime, com inteligência”, ponderou Yglésio. Agora a lei segue para a sanção do governador Flávio Dino.

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Três secretarias a favor de uma candidatura?

Um encontro curioso foi registrado pelo Secretário Estadual de Saúde, Carlos Lula. Durante o feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (20), os secretários de Saúde (Lula), Articulação Política e Comunicação (Rodrigo Lago) e Cidades (Rubens Pereira Jr).

A pauta da reunião foi sugerida pelas hashtags. Eleição da capital em 2020. Nos bastidores todos sabem da predileção do governador Flávio Dino pelo secretário Rubens Pereira Jr para suceder o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior. Publicamente, o governador diz que não vai influenciar no pleito, deixando os aliados a vontade para uma disputa de igual para igual.Mas a pergunta que fica: Há mais de um ano das eleições, Rubens tem uma, duas ou três secretarias a sua disposição? Flávio Dino ou Carlos Lula podem responder.

Política

Consórcio quer programa Mais Médicos para o Nordeste

Concluídas as etapas formais para a criação do Consórcio do Nordeste, figura jurídica que une os governos da região, começaram os debates sobre os primeiros planos de ação. Uma das frentes em estudo é firmar contrato com a Opas, a organização pan-americana responsável pela exportação de profissionais de saúde, para reinstalar atendimento similar ao do programa Mais Médicos. Segundo Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, já foi feita consulta à entidade.

A ideia é retomar um contrato regional com a organização. A Opas rescindiu o acordo com o Brasil e anunciou a retirada de médicos do programa, a maioria cubanos, logo após a vitória de Jair Bolsonaro.

A incapacidade do governo federal de repor as vagas antes ocupadas por cubanos deixou 28 milhões sem atendimento, estimou o New York Times. O Ceará é o segundo estado com o maior número em postos ociosos. (Da Coluna Painel – Folha de S. Paulo)

Política

General Santos Cruz cai do governo Bolsonaro

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido nesta sexta-feira (14) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em uma crise com os filhos do presidente, além de um embate com o escritor Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro.
“É um freio de arrumação”, disse à Folha um integrante do Palácio do Planalto.
Santos Cruz é o terceiro ministro a cair na gestão Bolsonaro, após as quedas de Gustavo Bebianno (Secretaria Geral), por causa da crise dos laranjas, e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), pelas falhas de gestão na pasta.
O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.
O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).
“Eu nunca me interessei pelas ideias desse sr. Olavo de Carvalho”, disse Santos Cruz à Folha. Nem a forma nem o conteúdo agradam a ele”, afirmou. “Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, criticou o ministro, em março.
Integram ainda a ala militar do Planalto os generais Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o porta-voz, Otávio Rêgo Barros, e o chefe da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto.
Durante visita de Bolsonaro aos EUA, Olavo disse que Mourão é um “cara idiota”, “um estúpido”, uma figura “que não tem ideia do que é a Vice-Presidência”. “Não o critico, eu o desprezo”, soltou.
Considerado o guru do bolsonarismo, Olavo afirmou que o presidente da República está de “mãos amarradas”, que militares de seu governo têm “mentalidade golpista”, “são um bando de cagões” e que, se nada mudar, o governo acaba em seis meses. No dia seguinte, quando desembarcou nos EUA e tais declarações já eram públicas, Bolsonaro tratou Olavo com deferência.

Da Folha de S. Paulo