Autor: Pedro de Almeida

Coronavírus

Batista Matos, vereador de São Luís, morre vítima de covid-19; Prefeitura decreta luto oficial

O vereador de São Luís, Batista Matos, morreu por consequência do agravamento da covid-19. O vereador, que também era jornalista, tinha 46 anos e deixa uma esposa e dois filhos. Batista chegou a ser Secretário Municipal de Comunicação do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior e atualmente exercia a vice-liderança do governo do prefeito de São Luís Eduardo Braide na Câmara Municipal.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, decretou três dias de luto oficial. “Batista era reconhecido por sua fé em Deus, extremamente dedicado à sua família e ao povo de São Luís. Como jornalista, tinha uma grande capacidade de diálogo e conciliação, sempre preocupado em ajudar ao próximo.”, diz Braide em nota.

Política

Yglésio pede vista de projeto que autoriza empréstimo de R$ 180 milhões para Governo do Maranhão

O deputado estadual Yglésio Moyses pediu hoje (30) vista do projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador Flávio Dino solicitando autorização para a contração de um empréstimo de R$ 180 milhões no Banco de Brasília (BRB).

“Pedimos vista e enviamos um requerimento de informações para saber a carência desse empréstimo, em quanto tempo de fato esse empréstimo será pago, quando é que o Maranhão vai começar a pagar, algumas informações sobre obras e serviços públicos que vão ser executados”, afirmou Yglesio.

O deputado destacou que é preciso entender a circunstância do projeto de lei para entender a verdadeira saúde financeira do estado e que simples obras de reparo não deviam ser financiadas por empréstimos.

“Por exemplo a obra do Araçagi, em que já foram empregados cerca de 56 milhões de reais e, até o momento, a obra continua com falhas. Mal inauguraram a obra e já estão fazendo reparo da obra. É um empréstimo pequeno, mas a gente tem que ver se a gente já começou a financiar infraestrutura rudimentar, quer dizer, manutenção e via pública, por exemplo, com dinheiro de empréstimo. Aí, de fato, seria uma sinalização até para a sociedade em que há um colapso econômico, de fato, no Estado e é sinal de que a gente não está fazendo uma boa gestão financeira”, finalizou.

Cidade

Alta de mortes e transporte público lotado são dilemas na Ilha de São Luís

O desafio das grandes cidades é manter as atividades econômicas abertas e evitar a aglomeração do transporte público. Na Ilha de São Luís, o governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís já editaram medidas que determinam a presença de mais ônibus nas ruas, mas na prática tem acontecido o contrário.

As mortes, por outro lado, continuam em alta. Nesta segunda-feira (29), o Painel Covid da Secretaria Estadual de Saúde informou que houve 42 óbitos da doença. Se levar em conta a informação recente da Fiocruz, de que o Maranhão é o terceiro estado que mais atrasa a notificação de óbitos de covid-19, este número pode ser muito pior.

Participe do grupo fechado no WhatsApp

Para conter novos casos e mais óbitos, a lógica é evitar aglomerações e o transporte público é o principal vilão. Partiu do deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) o flagrante que coloca em cheque a afirmação do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de que os ônibus estão circulando normalmente. O SET diz que 70% da frota está circulando todos os dias.

Decreto para colocar ônibus nas ruas é desrespeitado

Para quem usa o transporte público a realidade é totalmente outra. “As garagens de ônibus continuam cheias e isso coloca em risco quem precisa pegar condução diariamente, principalmente em horários de pico, que é quando vemos maior lotação. Já sugerimos alternativas para garantir a circulação total da frota e nada foi feito”, contestou o deputado Yglésio que recentemente divulgou imagens das garagens das principais empresas de São Luís.

O diálogo já foi proposto semanas atrás, mas os empresários seguem desrespeitando os decretos governamentais e mostram mais preocupação com a rentabilidade da bilhetagem de seus ônibus. 

Análise

Carlos Brandão só tem a palavra de Flávio Dino, enquanto Weverton Rocha…

Com início da temporada de pesquisas eleitorais para analisar o cenário da sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) é também tempo de avaliar as armas dos principais candidatos do campo governista, no caso o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

O senador Weverton trabalha para constranger o grupo Dino ao ponto de tornar a sua eleição um fato irreversível. Com a promessa de Flávio Dino tratar do assunto somente no final do ano, o presidente do PDT dá um passo à frente para criar uma assembleia partidária a seu favor.  

Se Dino consultar os caciques partidários, o PDT e aliados querem ter votos suficientes para alcançar a preferência dinista. Uma realidade matemática, mas o arsenal é muito maior para fechar a equação.

Com o background de combate à covid-19, Weverton convocou seu time para uma reunião em Brasília. A senadora Eliziane Gama (Cidadania), os deputados federais: Pedro Lucas (PSL), Gil Cutrim (Republicanos), Cleber Verde (presidente do Republicanos), Juscelino Filho (presidente do DEM), o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Glabert Cutrim (PDT), o presidente da Famem, Erlânio Xavier(PDT), o presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Osmar Filho (PDT), o ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa (presidente do PSB), o ex-juiz e advogado Carlos Madeira (Solidariedade) e o secretário de Desenvolvimento Social Márcio Honaiser (PDT) participaram do encontro para uma primeira assembléia partidária pública.

Apesar de dizer sempre que o governador Flávio Dino é o líder do grupo político que está no comando do Maranhão, Weverton tem trabalhado para aglutinar forças independente de origem política, que vai do prefeito Eduardo Braide ao presidente do PCdoB, o deputado Márcio Jerry. Sem esquecer da aliança histórica que fez com a ex-governadora Roseana Sarney na eleição para prefeito de São Luís, quando o MDB apoiou o então candidato Neto Evangelista (DEM), nome de Weverton para a disputa. O senador Weverton Rocha vai voltar toda sua artilharia para o Palácio dos Leões para que Brandão possa pedir rendição. 

E Carlos Brandão… O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem a palavra do governador Flávio Dino (PCdoB). Aos seus auxiliares, o governador Flávio Dino deixa claro que qualquer decisão tem que passar por Carlos Brandão e que não se pode desconsiderar o fato de que ele será governador já a partir do próximo ano. Sem declarações diretas e públicas de que é candidato, Brandão tem atuado como homem forte do governo, por vezes com a caneta de governador na mão e em silêncio aguarda o momento de virar o jogo a seu favor.

Somente com a palavra de Dino, Brandão não conta de forma deliberada da estrutura do governo para firmar compromissos políticos com suas bases eleitorais. Resta, neste momento, Brandão confiar que ser governador é só questão de tempo. Não se sabe, porém, se terá tempo necessário para garantir uma reeleição.