As alterações recentes nas regras do crédito consignado, com impacto direto sobre aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, indicam um movimento de correção do produto, e não sua retirada do mercado. A tendência é de manutenção da modalidade, com ajustes para reduzir distorções e ampliar o controle sobre as operações.
As medidas miram principalmente o custo efetivo do crédito, ao limitar tarifas e encargos que vinham sendo incorporados aos contratos, prática que atingia em cheio beneficiários do INSS, público central do consignado no país.
No caso do cartão consignado, as mudanças buscam reconfigurar o modelo que hoje concentra críticas por falta de transparência, especialmente entre aposentados, que muitas vezes não identificam claramente os custos totais da operação.
O movimento ocorre em meio ao avanço do endividamento dessa faixa de renda e ao crescimento do consignado como principal porta de acesso ao crédito para beneficiários da Previdência.
A sinalização do governo é preservar o consignado, inclusive para o público do INSS, ao mesmo tempo em que tenta conter práticas consideradas abusivas e melhorar a compreensão do produto por quem depende diretamente desse tipo de financiamento.
