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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), duas operações com desdobramentos no Maranhão, mirando esquemas distintos de criminalidade: lavagem de dinheiro com movimentação bilionária e fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A primeira ação, batizada de Operação Narco Fluxo, tem como alvo uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive com uso de criptoativos.

Segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em operações financeiras ilegais no Brasil e no exterior. Foram mobilizados mais de 200 policiais federais para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em oito estados e no Distrito Federal, incluindo o Maranhão.

As investigações apontam que a organização utilizava mecanismos de ocultação e dissimulação de recursos, com transporte de dinheiro em espécie e transações de alto valor, além de estruturas para lavagem de capitais. A Justiça também determinou medidas de bloqueio de bens e restrições patrimoniais dos investigados.

Já no Maranhão, a PF também atuou diretamente na Operação Bórgias II, voltada ao combate a fraudes contra o INSS. A ação teve como foco um grupo criminoso com atuação em Codó (MA), suspeito de fraudar benefícios previdenciários por meio da inserção de dados falsos em sistemas oficiais.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária nas cidades de Teresina (PI), Codó e Bacabal, no Maranhão. As investigações identificaram práticas como saque de benefícios após a morte de titulares, criação de beneficiários fictícios e manipulação de dados cadastrais para viabilizar pagamentos indevidos.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 5,3 milhões em bens e valores ligados aos investigados, além da suspensão dos benefícios associados ao esquema. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.

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