O banco Banco Master desembolsou cerca de R$ 60 milhões para custear viagens de autoridades brasileiras a destinos como Londres, Nova York e Lisboa. As despesas incluem passagens, hospedagens e eventos com presença de figuras da República, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
Os encontros ocorreram em ambientes de alto padrão e reuniram autoridades de diferentes esferas de poder — Executivo, Legislativo e Judiciário — além de empresários e representantes do mercado financeiro. A iniciativa foi organizada pelo próprio banco, que buscou aproximar-se de tomadores de decisão em agendas internacionais.
A reportagem aponta que os eventos tiveram caráter institucional e de relacionamento, mas levanta questionamentos sobre a natureza desses gastos e a proximidade entre agentes públicos e interesses privados. Especialistas ouvidos destacam que, embora não haja necessariamente ilegalidade direta, o tipo de interação exige transparência e pode gerar conflito de interesses.
O caso se insere em um contexto mais amplo de escrutínio sobre a atuação do Banco Master e sua relação com autoridades, especialmente em meio a investigações e debates sobre influência no sistema financeiro e político.
Procurado, o banco afirma que os eventos seguem padrões de mercado e têm como objetivo fomentar discussões econômicas e institucionais. Ainda assim, o volume de recursos e o perfil dos convidados colocam o episódio no radar de órgãos de controle e da opinião pública.
