O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, colocou o sarrafo no teto ao projetar que Nikolas Ferreira pode superar o recorde histórico de votos de Eduardo Bolsonaro nas eleições.
A declaração não é trivial. Eduardo Bolsonaro detém a maior votação já registrada para deputado federal no Brasil, marca alcançada em São Paulo em 2018, que virou referência de desempenho eleitoral na direita.
Ao apostar que Nikolas pode ultrapassar esse número, Valdemar sinaliza duas coisas ao mesmo tempo:
Primeiro, o tamanho do projeto do PL para 2026. O partido trabalha para transformar Nikolas em um fenômeno eleitoral ainda maior, capitalizando sua presença digital, engajamento entre jovens e alinhamento direto com o bolsonarismo.
Segundo, a tentativa de reorganizar a hierarquia interna da direita. Ao projetar Nikolas acima de Eduardo, Valdemar reposiciona lideranças e antecipa uma disputa simbólica por protagonismo dentro do próprio campo conservador.
Nikolas Ferreira foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2022, mas ainda distante do recorde absoluto de Eduardo Bolsonaro. A fala de Valdemar, portanto, não descreve o cenário atual — projeta uma meta política.
Na prática, o que está em jogo não é só número de votos. É influência.
E, nesse ponto, a mensagem é direta: o PL quer transformar Nikolas no novo topo da direita eleitoral brasileira.
