Em setembro de 2025, escrevi neste espaço que o Maranhão entrava em uma nova fase da disputa política: a Justiça como campo de batalha.
Os fatos até aquele momento e as informações de bastidor levavam a esta constatação.
Naquele momento, já havia sinais claros de que decisões estavam sendo preparadas, movimentos sendo construídos e estratégias sendo desenhadas fora do alcance do debate público.
O questionamento era simples: até onde isso iria? Quem ganha com a escalada nos tribunais? A resposta começa a aparecer agora.
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O Supremo Tribunal Federal passa a ter nas mãos decisões que podem atingir diretamente o governador Carlos Brandão. Ao mesmo tempo, o vice-governador Felipe Camarão entra no centro de uma engrenagem que envolve Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e investigações em curso no Gaeco, do Ministério Público do Maranhão.
O que estava sendo armado nos bastidores deixou de ser hipótese e virou realidade. Quem antes utilizava a Justiça como instrumento de pressão agora também passa a ser pressionado por ela. O campo jurídico deixou de ser vantagem estratégica de um grupo e virou zona de confronto permanente. A lawfare entra no seu período mais tenso.
A partir daqui, ninguém controla mais sozinho o ritmo da disputa. Cada decisão pode desencadear outra. Cada movimento gera reação.
E o sistema político passa a funcionar sob tensão contínua.
O Maranhão entra, definitivamente, em um ciclo onde o poder não se mede apenas por voto ou articulação. E sim pela capacidade de resistir dentro das instituições.
E foi exatamente isso que ficou no ar lá atrás e que agora se impõe como realidade e prestes a nós apresentar novos capítulos.
