Em bate-papo com o titular desta coluna, o deputado estadual Fernando Braide foi direto e disse muito mais do que parece. Ao ser questionado sobre quando o prefeito Eduardo Braide decidirá se será candidato em 2026, respondeu com uma frase que, na prática, resume o momento: “Só ele sabe”. Adotando a narrativa do irmão.
A conversa com deputado Fernando Braide aconteceu nesta quarta-feira (18), no hall da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Na sequência, ao ser provocado por mim sobre filiação ao PSD, caso Eduardo Braide não seja candidato, veio a síntese política mais relevante da conversa:
“Tenho plano A, B, C e D”, respondeu ao dizer que já recebeu convites do partido Novo e do PSB, de Othelino Neto. Hoje, filiado ao PSB, Fernando revelou que seria mais fácil levar um grupo de candidatos para o partido Novo. “Eles [os candidatos] tem mais afinidade”.
A fala indica que o grupo de Braide trabalha com múltiplos cenários abertos, sem compromisso antecipado com nenhuma aliança ou eixo ideológico.
Braide observa o tabuleiro e trabalha com variáveis, sem compromisso antecipado com nenhuma aliança ou bandeira ideológica. O deputado, hoje aliado dos dinistas na Alema, não descartou a possibilidade do vice-governador Felipe Camarão (PT) ser candidato ao Senado na chapa de Braide. E disse mais: Braide não deve se envolver em palanque nacional, no Maranhão.
O pré-candidato (em silêncio) Eduardo Braide tende a construir uma candidatura que acolha apoios diversos, independentemente de origem política ou alinhamento ideológico. Não vai apostar em identidade política nem ideológica, o que pode frustrar o eleitorado mais apaixonado.
A viagem a Brasília, prevista para os próximos dias, entra nesse contexto como ponto de inflexão. Não pelo simbolismo institucional, mas pelo que representa em termos de diálogo nacional, articulação partidária e leitura mais ampla do cenário. É ali que muitas dessas peças começam a se encaixar.
Fernando Braide ainda acrescenta um elemento importante: na avaliação dele, o prefeito precisa ser candidato em 2026, independentemente das circunstâncias. Há uma expectativa do eleitorado que, na visão do grupo, não pode ser frustrada. Esse ponto ajuda a entender por que, apesar do discurso de dúvida, o movimento real parece caminhar para uma decisão já amadurecida e ainda que não anunciada.
No fim, o que se vê é um projeto político que não quer se antecipar ao jogo, mas sim jogar com todas as possibilidades na mesa. Braide não se move publicamente antes do tempo.
