O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deveria ser afastado do cargo enquanto durarem as investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Roda Viva, exibido nesta semana.
“Em qualquer país sério do mundo, Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação termine”, disse o senador ao comentar o caso.
A fala ocorre no contexto das apurações da CPMI, que analisam, entre outros pontos, mensagens enviadas por Vorcaro no dia de sua prisão. Segundo Viana, os dados obtidos pela comissão indicam que uma dessas mensagens foi direcionada a um número funcional do Supremo Tribunal Federal.
A informação reforça a linha de questionamento adotada pela CPMI sobre a natureza dos contatos e a necessidade de esclarecimentos sobre quem teria recebido ou tido acesso ao número mencionado.
Durante a entrevista, o senador defendeu que o afastamento de autoridades, em situações de investigação, é uma prática adotada em outros países para garantir isenção na apuração dos fatos.
A declaração amplia a pressão política em torno do caso e insere o nome do ministro no centro do debate conduzido pela comissão parlamentar.
Até o momento, não há decisão formal sobre qualquer medida envolvendo o afastamento do magistrado, e o tema segue no âmbito das discussões da CPMI.
