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O lançamento de Orleans e o teste de força do grupo de Brandão

Neste sábado, 14 de março, às 17h, no Multicenter Sebrae, o grupo político que orbita em torno do Palácio dos Leões faz o seu primeiro grande movimento para 2026: o lançamento da pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão.

O evento, organizado pelo MDB, promete reunir um amplo arco de partidos. Confirmam presença PDT, PRD, Republicanos, União Brasil, Progressistas, Cidadania, Avante, Podemos, Partido Verde e Solidariedade. A lista mostra que o projeto não nasce pequeno. Ao contrário, mostra musculatura política.

A mensagem é clara: o grupo governista quer apresentar Orleans como o nome da continuidade da gestão Carlos Brandão.

Nos bastidores, o movimento começou há meses. Orleans percorreu municípios, participou de agendas institucionais e foi sendo apresentado gradualmente como o nome escolhido pelo governador e seu grupo para representar o campo governista na sucessão.

Os números da pesquisa Paraná Pesquisas ajudam a explicar a aposta. Em fevereiro de 2025, Orleans aparecia com 16,9% das intenções de voto. Em agosto do mesmo ano, subiu para 20,9%. Agora, na rodada de março de 2026, chega a 30,3%, reduzindo a distância para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que lidera com 34,6%.

O crescimento de 13 pontos ao longo da série transformou Orleans de coadjuvante em protagonista da disputa.

Mas lançar candidatura é apenas a primeira etapa. O verdadeiro desafio começa agora.

Até as convenções partidárias, Carlos Brandão terá de manter esse arco de partidos unido e mais do que isso, dentro de uma coligação formal.

E aí começam os problemas.

As federações partidárias podem virar um obstáculo. O Partido Verde, por exemplo, é federado com PT e PCdoB, justamente os partidos que abrigam a oposição originária dentro do próprio governo, os chamados dinistas.

Outro ponto delicado envolve o Progressistas. O partido tem um pré-candidato ao Senado: o ministro do Esporte André Fufuca. Para permanecer alinhado ao projeto de Orleans, o PP terá de garantir espaço para Fufuca na chapa majoritária ou convencê-lo a desistir do projeto.

O próprio PT é uma incógnita. Mesmo que o partido não siga formalmente com Carlos Brandão, parte da militância deve continuar orbitando o governo, do qual o partido faz parte.

E, como se não bastasse o xadrez partidário, surge mais um elemento de tensão.

Nos corredores do poder, começou a circular a informação de que uma ação no Supremo Tribunal Federal estaria sendo preparada contra o governador Carlos Brandão, com pedido de afastamento do cargo. A famosa guerra de informação ou ‘fake news’ propriamente dita.

A movimentação, dizem interlocutores do Palácio, teria como objetivo esvaziar politicamente o evento deste sábado, que segundo a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, deve reunir centenas de prefeitos e vereadores de todo o Maranhão.

Se a informação procede ou não, só o tempo. Mas o simples fato de ela circular já mostra o clima que antecede a disputa de 2026.

Porque, apesar do lançamento de Orleans, a corrida ainda está longe de estar definida.

Lahesio Bonfim mantém a pré-candidatura ao governo. Felipe Camarão também não retirou oficialmente o nome da disputa.

O lançamento deste sábado é apenas o primeiro movimento de um jogo que promete ser longo.

E que, pelo visto, já começou.

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado entre 5 e 8 de março de 2026, com 1.300 eleitores em 52 municípios do Maranhão. A pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº MA-00634/2026.

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