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São Luís sem ônibus expõe colapso da política de mobilidade urbana na capital

A paralisação do transporte público que atinge São Luís nas primeiras horas desta sexta-feira (13) escancara um problema antigo da capital maranhense: a ausência de uma política estruturada de mobilidade urbana.

Enquanto milhares de passageiros acordam sem saber se conseguirão chegar ao trabalho, escola ou compromissos, o sistema de transporte da cidade volta a entrar em colapso por causa de um impasse entre empresários e rodoviários, com indiferença do prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

As negociações avançaram apenas parcialmente.

Durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho, houve progresso nas tratativas envolvendo o sistema semiurbano, que liga São Luís aos municípios da região metropolitana. A proposta apresentada prevê o pagamento do reajuste salarial da categoria, determinado pela Justiça, o que pode evitar a paralisação desse segmento.

Já no sistema urbano, responsável pelas linhas que circulam dentro da capital, o cenário é bem diferente. As empresas ainda não apresentaram indicativo de pagamento do reajuste, o que levou o Sindicato dos Rodoviários a manter a greve.

Na prática, isso significa que São Luís amanhece com forte impacto no transporte coletivo, afetando principalmente os usuários que dependem das linhas urbanas.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, afirmou que a paralisação ocorre após as empresas não cumprirem a decisão judicial que garantiu aumento salarial aos trabalhadores.

A crise no transporte coletivo se repete ano após ano na capital maranhense. Greves, impasses salariais e ameaças de paralisação se tornaram episódios frequentes, sempre com a população no meio do conflito.

Nos bastidores, a avaliação é que o episódio desta sexta-feira reforça um diagnóstico cada vez mais evidente: sem planejamento e sem uma política clara para o setor, sob o comando de Braide, São Luís segue refém de um sistema de transporte que entra em crise sempre que empresários e trabalhadores chegam ao limite das negociações.

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