PF fala em sócio oculto; STF freia prisão, mas autoriza buscas: o paradoxo do caso Weverton

A nova fase da operação Sem Desconto colocou o senador Weverton Rocha (PDT-MA) no centro de um paradoxo institucional. 

A Polícia Federal sustenta que ele atuava como “sócio oculto” de um esquema que desviava recursos de aposentados e pensionistas do INSS. 

O Supremo Tribunal Federal, no entanto, freou o pedido de prisão preventiva, sem interromper a investigação.

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Segundo a PF, Weverton exerceria o papel de braço político do grupo criminoso, com atuação indireta por meio de assessores e ex-assessores de seu gabinete. 

A acusação não aponta, até o momento, transferências bancárias diretas em nome do senador, mas sustenta que o esquema operava por meio de terceiros e da estrutura política ao seu redor.

Com base nesses elementos, a Polícia Federal pediu a prisão preventiva de Weverton. A Procuradoria-Geral da República foi contra. 

O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que não ficou demonstrada a conexão direta do senador com o recebimento dos valores ou com a prática de atos ilícitos. 

O ministro André Mendonça seguiu esse entendimento e negou a prisão.

A decisão, porém, não encerra o caso. O STF autorizou buscas em endereços ligados ao senador e manteve o avanço das investigações. 

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Assessores e ex-assessores próximos a Weverton seguem como alvos centrais, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os salários e atuação em cargos estratégicos no Congresso e no Ministério da Previdência.

Entre os elementos citados pela PF estão um arquivo em Excel identificado como “grupo senador Weverton”, a relação com operadores financeiros ligados ao chamado Careca do INSS e registros de proximidade com pessoas e estruturas associadas ao esquema.

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