Na sessão desta terça-feira (23), o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para criticar a condução da intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF). Segundo o parlamentar, a eleição que deveria ocorrer em 30 dias segue sem qualquer movimentação da interventora Susan Lucena, nomeada pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos.
Yglésio destacou que a intervenção tinha como finalidade apresentar as contas da entidade, conduzir uma transição e organizar a eleição, mas acusa a interventora de acumular denúncias e de não dar transparência à sua gestão. Ele citou, como exemplo, a liberação de cerca de duas mil gratuidades em um jogo do Maranhão Atlético Clube, que teria gerado prejuízo superior a R$ 100 mil ao time.
O deputado também questionou a relação de proximidade entre o juiz Douglas de Melo Martins, responsável pela decisão da intervenção, e a interventora. Para Yglésio, há uma tentativa de “manobra” para manter o atual comando da federação sem a realização de um pleito democrático.
“Estamos a 30 dias da eleição e nenhuma medida foi tomada. O Judiciário não pode se omitir. O Legislativo tem o dever de criticar quando percebe que direitos estão sendo tolhidos. O que parece é que há um movimento para estender a intervenção e impedir que novos candidatos disputem a eleição da FMF”, afirmou.
O parlamentar reiterou que não se trata de uma crítica pessoal ou de gênero contra a interventora, mas sim contra a falta de ação e transparência no processo. Ele fez um apelo para que a Justiça não prorrogue a intervenção e permita que o pleito ocorra de forma legítima.
“Ter a chancela do Judiciário nesse tipo de prática me envergonha. O processo precisa andar, e a eleição tem que acontecer para que a Federação Maranhense de Futebol retome sua normalidade”, concluiu.
