PSD descarta Lula e complica articulações no Maranhão

O PSD (Partido Social Democrático) realizou nesta sexta-feira (12), em Florianópolis (SC), um encontro nacional que definiu a posição do partido em relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O presidente da sigla, Gilberto Kassab, afirmou que o partido não apoiará a reeleição de Lula em 2026 e deve lançar candidatura própria à Presidência, com nomes como os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS) no radar. 

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A declaração atrapalha movimentos locais, como no Maranhão, onde lideranças ensaiavam aproximação com Eduardo Braide (PSD), numa costura que poderia envolver o PT. 

O encontro em Santa Catarina reuniu lideranças de todo o país e contou com a participação de Raquel Lyra, governadora de Pernambuco, recém-filiada ao PSD. Ela se tornou um dos trunfos da legenda no Nordeste e será anfitriã do próximo encontro nacional, já confirmado para o seu estado. 

O simbolismo é forte: o evento mostra que o PSD pretende projetar uma estratégia nacional coesa, inclusive em território em que o lulismo é mais forte, no Nordeste.

A posição de Kassab contrasta com o discurso adotado meses atrás. Como A Carta Política destacou em abril, o presidente do PSD sinalizava que liberaria lideranças do Nordeste para alianças regionais, inclusive com o PT. 

No Maranhão, esse espaço de diálogo sustentava a hipótese de uma composição com Eduardo Braide. Dinistas chegaram a se aproximar do prefeito da capital desde o fim do ano passado, na Assembleia são aliados do irmão de Eduardo, o deputado Fernando Braide. A fala recente do presidente do PT no estado, Francimar Melo, de que o partido “não descarta Braide”, vinha justamente nessa direção.

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Agora, com o endurecimento do PSD nacional, a equação local ganha novos obstáculos. Kassab manda o recado de que quer fortalecer um nome próprio à Presidência, enquanto no Maranhão, Braide busca construir pontes políticas para além do seu partido.

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