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Lawfare político: quem ganha com a guerra judicial no Maranhão?

No Maranhão, as armas da política já não se resumem a discursos inflamados na Assembleia Legislativa ou articulações de bastidores. 

Agora, cada vez mais, o campo de batalha são os tribunais. O fenômeno conhecido como lawfare, o uso da lei como instrumento de guerra, ganha espaço na disputa. Até aqui foram os dinistas que iniciaram a guerra nessa seara, mas haverá reações utilizando do mesmo expediente

Não faltam exemplos recentes das investidas dinistas no uso dos tribunais para impor o medo e atacar adversários. Da disputa por vagas no Tribunal de Contas do Estado à eleição da Assembleia Legislativa, passando pelo emblemático caso Tech Office, o caminho jurídico foi adotado como estratégia para desequilibrar o tabuleiro político.

Mas o cenário começa a mudar. Agora, os brandonistas, segundo fontes de A Carta Política, vão recorrer à mesma arma: a justiça.

A escalada é evidente. Se antes havia apenas um lado utilizando o lawfare como trincheira, agora ambos se movimentam para transformar a justiça em campo de batalha. 

O risco é claro para ambos os grupos políticos que nasceram do mesmo processo eleitoral. Com as atenções voltadas para defesas e ataques, as ações administrativas podem ser afetadas, investimentos podem ser postergados, enquanto os problemas reais do Maranhão ficam em segundo plano.

Quem estava com a arma engatilhada pode virar alvo. E fica a pergunta: quem ganha com a guerra judicial no Maranhão?

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