Moraes não comunicou ministros sobre prisão de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro pegou de surpresa até seus colegas do Supremo Tribunal Federal.

A informação é de o Bastidor.

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Moraes proibiu Bolsonaro de ter ou usar qualquer telefone celular. Disse que o ex-presidente descumpriu reiteradamente medidas cautelares impostas em 17 de julho. Alertou que, em caso de violação das restrições novamente, será preso preventivamente.

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Até ontem, era comum Moraes avisar previamente os colegas sobre suas decisões. A mudança de postura foi vista por ministros como uma tentativa de evitar resistências à determinação. Embora publicamente as manifestações sejam de apoio incondicional a Moraes, suas duas últimas decisões incomodaram os colegas. Há uma avaliação de esticamento da corda e, em certa medida, exageros.

Em julho, quando impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente, Moraes proibiu Bolsonaro de utilizar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Na prática, impediu o ex-presidente de conceder entrevistas ou fazer qualquer aparição online.

No despacho de ontem, Moraes citou que Bolsonaro durante atos que ocorreram no domingo (3) usou perfis de aliados nas redes sociais para divulgar mensagens de incitação a ataques ao STF. Foi o que motivou o pedido de prisão por “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.

O julgamento de Bolsonaro na ação por tentativa de golpe de Estado está previsto para setembro na Primeira Turma do STF. 

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