O vice-governador Felipe Camarão (PT) pontua bem em pesquisas já contratadas. Em, deste mês, uma contratada pela TV Mirante para avaliar o Governo Brandão, Camarão superou Lahésio Bonfim (Novo) e apareceu com 19%. Os quesitos eleitorais não foram divulgados pelo Grupo Mirante, mas vazaram para a imprensa.
Camarão aparece nas pesquisas em condições mais favoráveis que Carlos Brandão, em mesmo período da partida pré-eleitoral, mas o atual vice-governador está em desvantagem em relação ao atual mandatário do Palácio dos Leões. O governador Carlos Brandão faz Camarão jogar no escuro, às cegas.
Enquanto Brandão sabia claramente quem era “o inimigo” dentro do grupo, Camarão tem evidências que pode ter um adversário interno, sem a declaração clara de quem tem de organizar sua sucessão. O sobrinho do governador, o secretário Orleans Brandão, é colocado publicamente como pré-candidato a deputado federal. Tem se movimentado, porém, como postulante ao Governo.
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Brandão nesse mesmo período que Camarão enfrenta ainda não tinha alçado os dois dígitos nas pesquisas eleitorais. É por isso que o governador acredita que o poder da máquina possa fazer o sucessor, seja ele qual for.
No evento da ordem de serviço da extensão da Litorânea disse que o seu grupo vai fazer o próximo governador. Parte da mídia e pessoas ligadas ao vice-governador entenderam como um aceno ao vice, mas pelo contrário, a fala de Brandão despreza outros pormenores na sucessão do jogo do poder e o inquilino do Palácio acredita só na força das patas dos Leões.
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Para se ter uma disputa mais justa dentro do grupo que chegou em 2023 no Governo do Maranhão, se ainda tiver esse grupo (ou o que restou dele), é preciso que o jogo seja às claras.
Chegou a hora de colocar as cartas na mesa.
