Cidade

Alta de mortes e transporte público lotado são dilemas na Ilha de São Luís

O desafio das grandes cidades é manter as atividades econômicas abertas e evitar a aglomeração do transporte público. Na Ilha de São Luís, o governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís já editaram medidas que determinam a presença de mais ônibus nas ruas, mas na prática tem acontecido o contrário.

As mortes, por outro lado, continuam em alta. Nesta segunda-feira (29), o Painel Covid da Secretaria Estadual de Saúde informou que houve 42 óbitos da doença. Se levar em conta a informação recente da Fiocruz, de que o Maranhão é o terceiro estado que mais atrasa a notificação de óbitos de covid-19, este número pode ser muito pior.

Participe do grupo fechado no WhatsApp

Para conter novos casos e mais óbitos, a lógica é evitar aglomerações e o transporte público é o principal vilão. Partiu do deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) o flagrante que coloca em cheque a afirmação do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de que os ônibus estão circulando normalmente. O SET diz que 70% da frota está circulando todos os dias.

Decreto para colocar ônibus nas ruas é desrespeitado

Para quem usa o transporte público a realidade é totalmente outra. “As garagens de ônibus continuam cheias e isso coloca em risco quem precisa pegar condução diariamente, principalmente em horários de pico, que é quando vemos maior lotação. Já sugerimos alternativas para garantir a circulação total da frota e nada foi feito”, contestou o deputado Yglésio que recentemente divulgou imagens das garagens das principais empresas de São Luís.

O diálogo já foi proposto semanas atrás, mas os empresários seguem desrespeitando os decretos governamentais e mostram mais preocupação com a rentabilidade da bilhetagem de seus ônibus.