Fatos políticos do inicio da semana só confirmam o que as pesquisas já mostram: Eduardo Braide (Podemos), Neto Evangelista (DEM) e Duarte Jr (Republicanos) brigam pelo mesmo eleitorado. Os apoios confirmados de Neto e Duarte apenas o distanciam do eleitorado que ainda não tem candidato, o eleitor progressista.

Ocorre que Eduardo Braide parece ter cristalizado a preferência do eleitor conservador. O acerto da estrutura emedebista na campanha de Neto Evangelista ocorreu em Brasília. ACM Neto (DEM), Rodrigo Maia (DEM), Baleia Rossi (MDB) e outros caciques da política nacional negociaram a Prefeitura de São Luís com Weverton Rocha (PDT), Juscelino Filho (DEM) e Neto Evangelista (DEM).

De outro lado, o MDB sai da sombra da política maranhense e mostra que ainda tem força, colocando Roseana Sarney no meio do jogo eleitoral na capital maranhense. Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, assiste tudo de camarote no Palácio dos Leões.

Enquanto Neto optou por esconder o de Roseana de sua campanha, o pré-candidato Duarte Jr (Republicanos) disse ter orgulho da presença do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) em sua campanha. “Não tenho vergonha dos meus aliados, não escondo os meus aliados”, disse Duarte ao agradecer a desistência da então pré-candidatura Detinha (PL) para o consórcio do Moral da BR [Josimar] apoiar sua campanha.

Apesar de ex-comunista, Duarte Jr nunca teve o sangue vermelho do PCdoB correndo em sua veia política, ele sempre quis o sangue azul.  Com a chegada de Josimar, um político profissional, como o próprio se define, Duarte Jr acaba de vez com a capa de novidade na política. O eleitor permite diálogo multipartidário, mas abomina incoerência. A chapa de Duarte representa o fisiologismo do centrão que toma de conta do Congresso Nacional e empaca as mudanças necessárias.

Na semana passada Eduardo Braide também recebeu apoio que consolida o eleitorado que o segue. O senador Roberto Rocha (PSDB), fiador de Bolsonaro e filho da política tradicionalista do Maranhão, aparece como seu principal articulador. Tirou o competitivo Wellington do Curso (PSDB) para apoiar Eduardo Braide. Em 2018, Braide abdicou de enfrentar Flávio Dino e provocar um segundo turno para apoiar Roberto Rocha (PSDB) que amargou os 2,05% dos votos válidos.

Os pré-candidatos estão preocupados em combinar com a política e estão esquecendo de combinar com os eleitores indecisos. Com identificação no campo da direita e conservador, Neto e Duarte vão ter que suar a camisa para tirar voto de Eduardo Braide (Podemos).