Foi aprovado nesta quarta-feira (24), no Senado Federal, o projeto do novo marco regulatório do saneamento básico. A medida estimula a participação da iniciativa privada no setor.

Os senadores Weverton (PDT) e Eliziane (Cidadania) foram contrários à aprovação do projeto. O senador Roberto Rocha (PSDB) votou pela aprovação do projeto. Além de Weverton e Eliziane, outros 10 senadores também foram contrários ao marco regulatório.

O deputado federal Gastão Vieira (PROS) disse que votar contra o Marco Regulatório é defender serviços de empresas como “Caema e outras estatais”.

“A esquerda precisa entender que o discurso precisa avançar. O saneamento é um marco importante… Considerar água um bem natural, defender empresas como a Caema, e outras estatais, é um pouco demais”, declarou Gastão.

Weverton justificou o voto por acreditar que a Lei vai beneficiar somente os grandes centros.

“Infelizmente, nas cidades pequenas, principalmente do Norte, do Nordeste, nós sabemos que esses investimentos não vão chegar. Um projeto aonde vai beneficiar (sic!) os grandes centros, e, claro, aonde as grandes empresas têm todo interesse de investir (sic!)”, disse.

As metas de saneamento devem ser cumpridas em até 12 anos, podendo ser acrescido mais sete anos. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) estima que o custo da universalização dos serviços seja de R$ 700 bilhões no período.