O rodízio de carros que o governador Flávio Dino (PCdoB) determinou através da Medida Provisória nº 313, assim como o lockdown, que está sendo desrespeitado por parte da população, o rodízio de carros pode não ter o efeito esperado pela ausência de fiscalização adequada. Então, o efeito pode ser somente psicológico e de consciência.

Em São Paulo, que adotou anteriormente a mesma medida, já está revendo a medida. Falo sobre isso mais à frente. Entre os dias 11 e 14 de maio, haverá restrição de tráfego nas rodovias estaduais e nas vias públicas localizadas em São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.

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A única cidade com condição de realizar fiscalização eletrônica é São Luís e não fará, confirmando através de nota para o matutino eletrônico Bom Dia Mirante, da TV Mirante.

A realização será somente através dos agentes de trânsito, presencialmente. A fiscalização eletrônica não vai ser adotada por dois motivos: tempo técnico hábil e contestação jurídica posterior.

Primeiro, a SMTT precisaria de pelo no mínimo de dois dias para programar a fiscalização eletrônica para multar motoristas que desrespeitassem o rodízio. E a fiscalização eletrônica, neste caso, seria a ideal para verificar o cumprimento ou não da medida adotada. A obrigação de fiscalização terá que ser através de blitz, o que pode ocasionar em engarrafamentos (foto) e impedir que ambulâncias possam transitar livremente na cidade.

Superado isso, a própria SMTT estaria provocando problemas judiciais e extrajudiciais no pós-pandemia. Explico. Como saber quem é o motorista que está dentro do carro? O motorista faz parte do serviço essencial ou não essencial? Ele está autorizado a circular em qualquer dia? Com isso, teria que multar todos que estivessem desrespeitando o rodízio de carros e esperar os recursos dos motoristas.

Não faz sentido. Seria muito esforço para somente quatro dias de rodízio de placas.

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Rodízio em São Paulo não é o esperado, aponta secretário

Nesta segunda-feira (11), o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Edson Caram, disse que o número de carros circulando nas ruas após a implementação do rodízio ampliada está abaixo do esperado pela gestão municipal.

“A princípio, dá para se notar uma diminuição no volume de carros andando na cidade de São Paulo. Ainda não é o esperado, a população ainda está se deslocando de uma forma além daquilo que nós queremos”, afirmou Caram. “Hoje, deveríamos ter na rua só as pessoas que trabalham em serviços essenciais”, complementou o chefe da pasta.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) havia suspendido o rodízio para estimular o uso de veiculo particular em detrimento do transporte público. Por conta da volta do rodízio (agora ampliado), o secretário de Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo, Alexandre Baldy, disse que a frota foi aumentada e que, no horário de pico, verificou-se um aumento na demanda no metrô e na CPTM.

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