O Partido Comunista do Brasil não abre mão de disputar a sucessão municipal em 2020 em São Luís. Hoje, o PCdoB ocupa a cadeira de vice-prefeito o que na prática pode não significar muita coisa.

O partido do governador Flávio Dino foi essencial para as duas vitórias de Edivaldo Holanda Jr (PDT). Saindo de duas eleições – em 2008 e 2010 – o PCdoB decidiu não lançar candidato para as eleições municipais de 2012. Flávio Dino vinha de duas eleições.

Em 2008, foi para o segundo turno com João Castelo (PSDB) na briga pela prefeitura de São Luís e em 2014 o PCdoB ficou em segundo lugar na campanha para o governo do estado.

Dirigentes comunistas sempre fazem questão de relembrar o histórico das três passagens do PCdoB na eleição de São Luís, em 2008, 2012 e 2016. Os comunistas acrescentam ainda à história que agora é a vez do PCdoB ter um membro na capital maranhense.

Em 2022, PCdoB não terá candidato ao governo

É importante também lembrar que em 2022, o PCdoB não terá candidato na cabeça de chapa ao governo do Maranhão.

Com o “movimento Lula livre” e o ex-presidente Luiz Inácio livre para carregar uma candidatura debaixo dos braços, a pretensão de Flávio Dino de viabilizar uma candidatura à presidente ou vice-presidente pode ser adiada.

No Maranhão, o PCdoB (depois de dois mandatos governando o estado) deve no máximo ter uma vice-governadoria ou ter um candidato ao senado, que pode ser o próprio Flávio Dino (PCdoB) ou o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB).

Já o senador Weverton (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PRB) não devem trocar de legendas e são virtualmente os candidatos mais competitivos para suceder o governador Flávio Dino.

Por isso, o protagonismo do PCdoB nas eleições de São Luís será estratégico para manter os comunistas no jogo político maranhense.