A reforma tributária do governo Jair Bolsonaro (PSL) deve ser encaminhada ao Congresso em quatro etapas, de acordo com o secretário especial da Receita Federal, José Roberto Tostes Neto. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, ele disse que as alterações propostas pela equipe do ministro Paulo Guedes devem mexer no PIS e na Cofins; no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); no Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas e jurídicas; e nas folhas de salários das empresas.

De acordo com o secretário, porém, as alterações não devem alterar a carga tributária praticada no país – hoje estimada em pouco mais de 35% do Produto Interno Bruto (PIB).

“[A carga tributária] não poderá ser maior nem menor do que é hoje. Haverá um mecanismo para avaliar o impacto na carga tributária no período de um ano. Se a arrecadação do novo tributo for maior que a taxa de crescimento da economia, ou seja, se houver aumento efetivo de carga, a alíquota será reduzida. Se, ao contrário, a arrecadação for menor que o crescimento, a alíquota subirá, para produzir o mesmo nível de arrecadação que os dois tributos produzem hoje”, explicou o secretário ao “Estadão”. (Gazeta do Povo)